quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Absorventes externos x internos



É difícil encontrar uma mulher que não se sinta desconfortável durante a menstruação. Inchaço, irritabilidade e cólicas são os sintomas mais comuns do período. Mas além das alterações fisiológicas que deixam o organismo debilitado, ainda é preciso se adaptar ao absorvente, fundamental para garantir higiene e conforto durante o período.
Nas farmácias e perfumarias não faltam opções de absorventes internos (os chamados tampões) e externos, que devem ser escolhidos conforme a adaptação de cada mulher. Em ambos os casos, porém, é preciso observar suas regras de manipulação e troca, já que tanto um como o outro podem ser porta de entrada para infecções se utilizados de maneira incorreta.


Absorventes internos O uso de absorventes internos costuma gerar desconfiança, já que muitos são os mitos em torno desse produto. A verdade é que, se trocados constantemente, respeitando o manuseio adequado, dificilmente a mulher terá algum problema. “Os tampões costumam ser mais confortáveis na praia ou em outras situações que exigem trajes de banho, por exemplo, e se usados com cautela, não prejudicam a saúde”, ensina o Dr. Rogério Leão, ginecologista e obstetra do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO).
Entretanto, como eles ficam dentro do corpo da mulher, higiene em sua introdução e troca são indispensáveis. A primeira regra é higienizar muito bem as mãos na hora de introduzi-lo na vagina. Lembre-se: as mãos estão muito expostas no dia a dia e, por isso, estão sujeitas a uma infestação de bactérias. Jamais a mulher deve manipular o absorvente interno sem higienizá-las corretamente.
Respeitar os horários de troca também é fundamental. Diariamente, médicos recomendam que a mulher permaneça, no máximo, cinco horas com o mesmo tampão para evitar que as bactérias presentes na vagina se multipliquem. “De cinco a oito horas é o prazo máximo de segurança para que um absorvente interno não gere problemas de saúde. Isso porque o sangue é um meio de cultura para bactérias, com a presença do tampão por muito tempo, o local fica abafado e mais propício à sua proliferação”, explica Dr. Rogério.
É preciso também saber introduzi-lo no corpo. Eles não podem incomodar e menos ainda machucar a região vaginal. “O absorvente deve ser colocado na cavidade profunda da vagina, impedindo que ela sinta incômodos e se machuque. Se o contrário acontecer, deve ser retirado imediatamente”, afirma o Dr. Levon Badiglian Filho, ginecologista do Hospital A. C. Camargo.
Não há problemas em dormir com o tampão, desde que o tempo do sono não ultrapasse oito horas. “Após esse período, a mulher está exposta a infecções que podem, inclusive, evoluir para um quadro generalizado muito grave. Por isso, os absorventes internos devem ser usados de forma responsável, evitando danos à saúde”, confirma Dr. Rogério.


Externos
No dia a dia, os tradicionais absorventes externos são os mais indicados pelos ginecologistas. Costumeiramente também causam menos preocupação às mulheres, mas vale lembrar que também exigem cuidados para não se tornar o ambiente propício para a proliferação de bactérias na região vaginal. “Por aquecer a área, pode ser o meio ideal para cultivar bactérias presentes na vagina e no sangue. Por isso também exigem atenção”, alerta o Dr. Levon.
Não há uma regra para o número de trocas, mas é importante que seja substituído algumas vezes para não superaquecer a vulva e a vagina. “O acúmulo de sangue no absorvente externo também pode estimular a proliferação de bactérias e ocasionar infecções. Ao longo do dia, é interessante que ele seja trocado pelo menos de três a quatro vezes para garantir a higiene e uma região saudável”, diz o médico do hospital AC. Camargo.
Algumas mulheres usam pequenos absorventes externos mesmo fora do período menstrual, os chamados protetores diários. Os dois ginecologistas são contrários à prática, já que mesmo sem a presença de sangue, eles podem aquecer a vulva e a vagina alterando o pH íntimo e tornando o ambiente propício para a proliferação de bactérias e fungos que pode dar origem à candidíase e outras infecções.
Por fim, médicos alertam que fora do período menstrual, a mulher deve procurar ventilar a área íntima sempre que possível. “Usar saia e dormir sem calcinha (sempre) também são formas de evitar infecções”,


A verdade é que acertar no tipo de absorvente e conhecer as formas saudáveis de uso pode diminuir o desconforto e tornar “aqueles dias” mais tranquilos. Mas será que você sabe tudo sobre o assunto? Conheça 7 dúvidas bem comuns.

1 – Qual tipo de cobertura do absorvente é mais segura para a saúde?

Os absorventes externos podem ser encontrados em versões com cobertura de extrato de algodão, que geralmente é mais macia, ou com cobertura de polietileno, que tem textura de plástico.
Não existe uma cobertura ideal, mas a mulher deve optar sempre pelo que se adaptar melhor ao seu fluxo e que proporcionar a sensação de pele sequinha. Os absorventes com cobertura de algodão têm menor probabilidade de causar alergias e irritações do que os de material sintético, mas isso varia de pessoa para pessoa.

2 – Em quanto tempo preciso trocar o absorvente?


A troca do absorvente externo deve ser feita a cada duas até quatro horas e no caso do absorvente interno, o ideal é de quatro a oito horas. Apesar de o tempo para trocar o absorvente depender do fluxo e da necessidade pessoal de cada mulher, não é aconselhável ficar por muitas horas sem trocá-lo, porque isto pode causar um odor desagradável, alergias e proporcionar a proliferação de bactérias, aumentando o risco de uma infecção.

3 – Quem é virgem pode usar absorvente interno?

Sim, sem problemas! Não há nenhum risco de romper o hímen na hora de introduzir o tampão. A diferença é que quem nunca teve relações sexuais pode sentir um pouco de desconforto ao colocar o absorvente interno.

4 – Como saber o tamanho certo do tampão interno?

É bem simples: basta escolher pela quantidade de fluxo menstrual. Caso o fluxo seja intenso, o ideal é usar o tamanho super. Na dúvida, compre um pequeno substitua ao perceber que precisa, até encontrar o tamanho ideal. Jamais escolha um maior na intenção de ficar por mais tempo sem substituí-lo.

5 – Usar absorventes diários, tipo protetores de calcinha, pode ser prejudicial?

Pode sim. Usar esses protetores todos os dias abafa a região vaginal, favorecendo a instalação de fungos e bactérias causadores de infecções.

6 – O absorvente interno pode se perder dentro do corpo?


Isso não acontece simplesmente porque ele não tem para onde ir. Como a entrada do colo do útero é menor que a ponta de um palito de fósforo e só se dilata na hora do parto, é impossível que o absorvente passe por ali.
O que pode acontecer é a “cordinha”, aquele barbante do absorvente interno que fica para fora da vagina se soltar. Mas neste caso, não é preciso se desesperar. Lave bem as mãos e introduza o polegar e o indicador no canal para puxar o absorvente. Se não conseguir, procure um médico.

7 – Preciso tirar o absorvente interno para fazer xixi?

Não é necessário. O absorvente interno fica dentro da vagina, que não tem nenhuma conexão com a uretra, que é por onde sai o xixi. E fique tranquila, se estiver bem colocado ele não vai cair.









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